
As recorrentes referências ao uso de armas químicas e biológicas levam a maioria das pessoas a pensar que elas representam uma ameaça recente. Porém sua utilização remonta à Antiguidade e as suas tentativas de combate já estavam presentes no século XVII. Porém somente na década de 80, quando Irã e Iraque começaram a dispor cada um de um arsenal bioquímico, é que o assunto tomou sua devida relevância nas discussões internacionais. A partir desse momento, toda a população mundial se conscientizou de que certos países do eixo leste-oeste haviam iniciado programas de desenvolvimento desse tipo de arma, e que estava completamente despreparada para enfrentar um possível ataque.
A relativa facilidade de se produzir armas químicas e biológicas, os avanços na biotecnologia e a dificuldade de fiscalizar a produção desses materiais – uma vez que um simples laboratório de biologia pode desenvolver uma nova praga – são fatores que levam-nas a representar uma opção atrativa para grupos terroristas e países subdesenvolvidos, que procuram criar um exército ou até mesmo construir uma defesa para possíveis ataques externos.
Tendo em vista a ameaça colocada pela proliferação das armas químicas e biológicas e a restrição de informações a esse respeito, escolhemos esse tema para a execução do trabalho. Nosso objetivo é abordar essa questão com clareza, trazendo informações completas, de modo a esclarecer sua representação no contexto atual.