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TIPOS DE ARMAS QUÍMICAS

 

  • TÓXICOS NERVOSOS     
   Atacam diretamente o sistema nervoso central, promovendo seu rápido colapso. Em sua maioria são inodoros, incolores e insípidos. São estáveis e rapidamente dispersáveis, além de serem facilmente produzidos, sem requererem altos custos.

   Possuem um efeito muito rápido no organismo, em cerca de dois minutos os primeiros sintomas podem ser notados. O tratamento, para ter eficácia, deve ser iniciado o mais breve possível, sendo normalmente efetivado com injeções auto aplicáveis (geralmente na coxa) de substâncias como a Atropina combinadas com outras drogas anticonvulsivas (como o Diazepam).

SARIN

Histórico da doença: desenvolvido pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial, tornou-se famoso mundialmente graças ao atentado terrorista no metrô de Tóquio em 1995, cometido pelos membros da seita japonesa Verdade Suprema que resultou na morte de 13 pessoas e hospitalização de mais de cinco mil;
Nome popular: Sarin (GB nos EUA);
Classificação: organo-fosforados;
Reprodução: artificial – é uma substância líquida, muito tóxica, solúvel em água e com odor adocicado;
Hospedeiro intermediário: desconhecido;
Modo de transmissão: pelas vias aéreas, inibindo a ação da enzima acetilcolinesterase, que possui ação importante na transmissão de impulsos nervosos;
Principais sintomas da doença: vômito, sudorese, dificuldade respiratória, náuseas, dores de cabeça, fraqueza e espasmos musculares. A morte ocorre através do ataque ao sistema muscular, ou seja, o doente perde a capacidade de sustentar funções básicas, como a respiração ou batimentos cardíacos. Uma colher de chá do agente dos nervos sarin evaporado em cinco salas mal ventiladas , com 20 soldados dormindo em cada uma, pode ser suficiente para matar todos os 100 soldados após 10 minutos de exposição;
Tratamento: algumas substâncias são conhecidas como inibidoras da ação do Sarin, embora a atropina apresente ação mais eficaz;
Saneamento: em caso de contaminação, a medida mais adequada a ser tomada é a remoção das roupas e lavagem do local contaminado;
Programas de saúde pública: inexistente.

 

SOMAN:  

Histórico da doença: desenvolvido em 1944 pelo médico Dr.Gerhard Schrader e é o 3º de uma cadeia de gases descobertos por ele (sarin, tabun e soman). Dos três citados é o mais tóxico, principalmente quando inalado;
Nome popular: Soman (GD);
Classificação: composto organo-fosforado fluoretado;
Reprodução: artificial;
Modo de transmissão: ingestão, inalação, absorção por pele, mucosas e olhos;
Principais sintomas da doença: náusea, vômito, diarréia, espasmos e fraqueza muscular, sudorese (suor excessivo), dificuldades respiratórias e morte rápida;
Tratamento: a atropina, fenobarbitol, carbamatos, algumas oximas e clonidina são estudadas e empregadas com eficiência contra a ação do Soman;
Saneamento: remoção de roupas e irrigação dos olhos e pele com muita água;
Programas de saúde pública: inexistentes.

 

TABUN  

Histórico da doença: foi desenvolvido pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1936), no intuito de ser utilizado nas câmaras de gás. É o agente mais facilmente produzido e, portanto, o mais utilizado por países em desenvolvimento para iniciarem seus arsenais de guerra química;
Nome popular: Tabun (GA);
Classificação: organo-fosforados;
Reprodução: artificial;
Principais sintomas da doença: as pupilas dos olhos se contraem e o peito dói. Depois, suor e vômitos incontroláveis, convulsões violentas, paralisia e morte extremamente rápida;
Tratamento: embora o tabun seja bastante tóxico, há possibilidade de interrupção de sua atuação através da aplicação de atropina;
Saneamento: remoção de roupas e irrigação dos olhos e pele com muita água;
Programas de saúde pública: inexistentes.

 

VX  

Histórico da doença: desenvolvido nos EUA em 1958;
Nome popular: VX ou R-VX(variação russa);
Classificação: organo-fosforados;
Reprodução: artificial;
Modo de transmissão: inalação, ingestão ou absorção pela pele;
Principais sintomas da doença: náusea, vômito, diarréia, espasmos musculares, sudorese (suor excessivo), dificuldades respiratórias, tremores, convulsões e morte;
Tratamento: a atropina possui a ação mais efetiva;
Saneamento: região deve ser lavada com bastante água;
Programas de saúde pública: inexistentes.

 

  • VESICANTES  

   Suas principais características são a produção de queimaduras, formação de bolhas e destruição dos tecidos adjacentes. Afetam gravemente os olhos e a pele, podendo até causar intoxicação geral (produzidos com arsênico).

AGENTE MOSTARDA  

Histórico da doença: o gás mostarda (que tem esse nome devido ao seu odor característico) foi usado em alguns ataques na Primeira Guerra Mundial, com resultados horrendos (quase 100 mil mortos, 2 milhões de feridos e incapacitados).É muito fácil de ser fabricado e de dispersar-se em um alvo com densidade populacional alta (pontos de concentração de tropas, cidades, etc.);
Nome popular: Agente mostarda;
Classificação: mostardas de enxofre;
Reprodução: artificial – fácil produção;
Modo de transmissão: gruda-se a seres humanos, animais, plantas, habitações, enfim a qualquer coisa que estiver em seu caminho. E ao aderir, queima;
Principais sintomas da doença: provoca a necrose do citoplasma das células, resultando em inflamação dos olhos, vermelhidão da pele e posterior formação de bolhas,inflamação e ulceração dos tecidos do nariz, garganta, traquéia, brônquios e pulmões. O efeito é lento, e os primeiros sintomas ocorrem entre 2 a 24 horas após a exposição;
Tratamento: quando ele reage com o cloro, ou NaOCl, ou ainda, Ca(OCl) 2, ocorre a formação de compostos atóxicos. Sendo estas, reações para uma possível descontaminação ou desativação do composto;
Saneamento: a mistura com gordura e/ou outros lipídios pode formar uma mistura menos tóxica e facilmente removida.
Programas de saúde pública: inexistente

 

AGENTE ARSÊNICO

Histórico da doença: o arsênio ou arsênico( do grego άρσενιχόν, auripigmento amarelo ) é conhecido desde tempos remotos bem como alguns de seus compostos, especialmente os sulfetos. Dioscórides e Plinio conheciam as suas propriedades; Celso Aureliano, Galeno e Isidoro Largus sabiam de seus efeitos irritantes, tóxicos, corrosivos e sua ação parasiticida, e observaram suas virtudes contra a tosse, modificações da voz e dispnéia. Médicos árabes usaram compostos de arsênico em inalação, pílulas e poções, e também em aplicações externas. Durante a Idade Média caiu no esquecimento sendo utilizados apelas pelos curandeiros que os prescreviam contra algumas enfermidades. Roger Bacon e Alberto Magno se detiveram no seu estudo. Acredita-se que este último foi o primeiro a isolar o elemento em 1250. O primeiro que o estudou em detalhes foi George Brandt en 1633, e Johann Schroeder o obteve em 1649 pela ação do carvão sôbre o ácido arsênico. A Jöns Jacob Berzelius se deve as primeiras investigações acerca da composição dos compostos de arsênio. A partir do século XVIII os compostos arseniacais conseguiram um posto de primeira ordem na terapêutica até serem substituidos pelas sulfamidas e os antibióticos. É encontrado em diversos alimentos, embora só seja nocivo na forma de Arsênico inorgânico;
Nome popular: Arsênio;
Reprodução: artificial;
Modo de transmissão: inalação, ingestão ou absorção pela pele;
Principais sintomas da doença: uma rápida e forte sensação de alfinetadas na pele, que fica avermelhada em menos de 30 minutos;
Tratamento: como antídoto para os olhos, usa-se uma pomada, desenvolvida pelos ingleses, de nome “BAL” (British Anti Lewisite);
Saneamento: região deve ser lavada com bastante água;
Programas de saúde pública: inexistente. 

 

  • SUFOCANTES  

   Possuem como principal via de entrada no organismo as aéreas superiores, que ficam seriamente afetadas. Os primeiros sintomas de intoxicação são: irritação imediata do nariz e garganta, tosse, dificuldade de respiração, dores no peito, lacrimejamento, dores de cabeça, náuseas e vômitos. Sua ação é causada sobre os pulmões, produzindo lesões nos vasos capilares e derrames nos alvéolos, culminando com um edema pulmonar, que normalmente leva à morte. O principal representante dos agentes químicos sufocantes é o FOSGÊNIO e o CLORO.

  • TÓXICOS DO SANGUE

   Contaminam o sangue impedindo que o oxigênio chegue aos tecidos do organismo. Matam quase que instantaneamente e entram no corpo pelas vias aéreas ou pela pele. Entre eles se destaca o ÁCIDO CIANÍDRICO.

 

ÁCIDO CIANÍDRICO

Histórico da doença: devido a característica de matar rapidamente, uma forma deste ácido, o “Zyklon B”, foi usado durante a II Grande Guerra nas câmaras de gás utilizadas pelos nazistas. O ácido cianídrico utiliza-se na fabricação de numerosos produtos, como inseticidas, acrilonitrilo e derivados acrílicos, cianetos metálicos, ferrocianetos e derivados de adição diversos;
Nome popular: Ácido Cianídrico;
Classificação: ácido;
Modo de transmissão: inalação, ingestão ou cutânea;
Principais sintomas da doença: sensação de fadiga e de vertigens até ao estado de embriaguez, brutal perda de conhecimento, bem como convulsões e coma profundo chegando à morte;
Tratamento: mistura desse gás com soda cáustica forma uma substância atóxica. Em caso de contaminação já feita não há medidas reversivas;
Saneamento: inexistente;
Programas de saúde pública: inexistente.

 

  • LACRIMOGÊNEOS  

   Tendo efeitos temporários e não tão nocivos, os gases lacrimogêneos como o próprio nome indica, causam dores intensas e excessivo lacrimejamento e, em contato com água ou suor, podem irritar a pele e produzir leves queimaduras. No entanto, seus efeitos não duram mais do que uma hora. Ex.: CN (MACE - alfa -cloro-acetofenona), CS (2-clorobenzalmalonitrila ou 2-clorobenzilideno-malonitrila), CA - alfa - Bromobenzilcianeto (BBC).

 

  • VOMITIVOS

ADAMSITA

Histórico da doença: foi desenvolvido em 1918 podendo ser classificado também como gás lacrimogêneo;
Nome popular: Gás do vômito;
Classificação: vomitivo ou lacrimogêneo;
Reprodução: artificial;
Modo de transmissão: vias aéreas e contato com a pele;
Principais sintomas da doença: provoca tosse, fortes dores de cabeça, náusea, espirros e vômitos. Seus efeitos não duram mais do que 3 horas;
Tratamento: como possui efeito relativamente pequeno, a adamsita não oferece riscos de morte, mas seus sintomas podem ser inibidos pela aplicação de atropina ou pelo acompanhamento até desintoxicação;
Saneamento: inexistente;
Programas de saúde pública: inexistentes. 

 

  • INCAPACITANTES OU PSICOQUÍMICOS  

   Pequenas doses dessas substâncias podem causar desordens psicológicas e descordenação muscular. Esses efeitos são temporários e os principais agentes desse grupo são:

ÁCIDO LISÉRGICO

Histórico da Doença: substância bastante conhecida, devido ao seu uso como psicotrópico durante os anos 60. O ácido lisérgico é um composto químico cuja estabilidade é muito pequena. Devido a isto, seu uso militar como agente de guerra químico, apesar de possível em circunstâncias especiais (através do seu aspergimento como aerossol), é pouco provável. Acredita-se que tenha sido utilizado na guerra do Vietnã;
Nome popular: LSD;
Classificação: psicoquímico;
Reprodução: artificial;
Modo de transmissão: inalação;
Principais sintomas da doença: são pupilas dilatadas, deterioração da visão a curta distância, boca seca e palpitações, que podem ocorrer após cerca de trinta minutos do contato com a substância;
Tratamento: como possui efeitos semelhantes aos da atropina, deve apenas ter acompanhamento médico já que seus efeito são imprevisíveis.
Saneamento: inexistente
Programas de saúde pública: inexistentes.



ÉSTER BENZÍLICO

Histórico da doença: indisponível
Nome popular: Bz;
Classificação: psicoquímico;
Reprodução: artificial;
Modo de transmissão: inalação;
Principais sintomas da doença:
são pupilas dilatadas, deterioração da visão a curta distância, boca seca e palpitações, que podem ocorrer após cerca de trinta minutos do contato com a substância;
Tratamento: como possui efeitos semelhantes aos da atropina, deve apenas ter acompanhamento médico já que seus efeito são imprevisíveis;
Saneamento: inexistente;
Programas de saúde pública: inexistentes. 

 

  • INCENDIÁRIOS

NAPALM

   O napalm é uma goma obtida da mistura de gasolina sólida e sais de alumínio derivados do ácido palmítico e dos ácidos naftênicos. Esses ácidos são aqueles obtidos da destilação do petróleo, contendo o grupo derivado do ciclopentano. Este agente foi desenvolvida durante a 2ª Guerra Mundial por pesquisadores norte-americanos da Universidade Harvard, liderados pelo conhecido químico orgânico Louis Fieser. Um aperfeiçoamento posterior, à época da Guerra do Vietnã, foi a solidificação com poliestireno adicionado à gasolina, originando o Napalm B(Agente Laranja). A adição do polímero poliestireno faz com que o produto permaneça aderido aos alvos, à medida que se processa a sua queima. Essa mistura tem consistência pastosa e provoca sérias queimaduras.


FÓSFORO BRANCO

   Utilizado desde 2000 a.C para deter os exércitos inimigos, ao entrar em contato com a atmosfera forma partículas que tendem a formar colunas, como uma nuvem de fumaça. Pode contaminar por inalação, ingestão ou contato com a pele e é extremamente venenoso (uma dose de 50 mg pode ser fatal. Provoca queimaduras fortes na pele e a exposição contínua provoca a necrosa da mandíbula.


MAGNÉSIO

   O magnésio apresenta temperatura de ativação de 623° C atingindo temperatura de explosão de até 1982° C. Na sua queima, ele se funde formando pequenas gotas de metal líquido que se espalham incendiando qualquer material combustível que entre em contato. Na sua forma massiva o magnésio é de difícil combustão espontânea. Por isso, geralmente é embalado nas bombas juntamente com termita. A termita é uma mistura de óxido de ferro e alumínio que se incendeia facilmente, produzindo o oxigênio necessário para a queima do magnésio e atingindo temperaturas muito altas. Tanto o magnésio quanto o fósforo foram adicionados à granadas, especialmente durante a 1ª Guerra Mundial, com o objetivo de provocar queimaduras.

 

 

 
 

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